Aglomerados de mães…

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Quando você descobre que está gestante, ou seja, quando se torna uma RN mamãe tudo a sua volta muda e você começa a identificar as outras mamães até pelo cheiro que exalam.

Daí a vizinha é mãe, sua mãe e irmã também, assim como sua cunhada, sogra e primas. Só aí já deu mais de 50 mães. Isso mesmo é a invasão das mamães no seu mundo, ou melhor, é você adentrando ao mundo delas. Percebe que este Mundo esteve todo momento ao seu lado e você não abrangeu. Sim, elas estão por toda parte e não somos sensíveis o suficiente para vê-las.

Ah se eu soubesse que aquela professora que por dias esteve triste ou estressada era mãe. Ou que aquela mais alegre entre elas tinha filhos…

Assim que passamos a identificar cada uma delas, começamos a admira-las e consequentemente ama-las. Gostar do jeito que falam e como falam. Identificar-se com suas expressões.

Vamos aproximando-nos de uma porção delas, fazendo contato e quando observamos tem um “bucado” a nossa volta e o melhor, elas parecem multiplicar-se.

No primeiro contato, tornamos amigas, em outro, super amigas, até percebermos que já são nossas irmãs, talvez gêmeas. Ficamos fisicamente semelhantes. Fala idêntica.

E então, cada uma tem um celular e com ele um danado de um aplicativo onde todas se correspondem seja por voz, escrita ou imagens. Não bastassem os privados elas criam grupos e vão frutificando esses: o grupo das mães da família, o grupo das mães do condomínio, o grupo das mães da escola do filho, o grupo das mães das mães e por aí vai. Sem perceber você vai agradando e gostando dos grupos e tagarelando e por não dormir vai digitando pela madrugada, a cada mamada, a cada troca de fraldas e recebe áudios das de mais mamães e escuta filhos enlouquecidos do outro lado e começa a sentir familiar vendo a importância dessas conversas, que valem a pena e fica com receio de sair do grupo das mães do berçário que seu filho não frequenta mais, pois lá tem tantas dicas e coisas boas que elas comentam.

Elas vão argumentando igualmente a você, vem à troca de experiências e isso fazendo bem a todas, e você descobre que as redes sociais valem muito a pena quando você não tem mais tantos horários disponíveis, quando se está acordada enquanto a maioria das pessoas dormem, quando embala um filho e continua sendo gente e tendo as mesmas necessidades que tinha antes, como por exemplo, dialogar.

Ao conversar você aprende a ouvir, compreende mais o outro e vai além, aprendendo que existem vários outros, cada um de um tipo. E que há muitos na mesma situação que você, outros não e começa a dar valor nessas diferenças e compreende que esta multiplicação de mães nada mais é do que a melhor forma de “criar”.

Novas regras: bagagens aéreos nacionais

bagagens

Bom dia aos dialogues que curtem viagens. Ainda estamos no mês de julho, aquele em que geralmente os pimpolhos estão de férias e loucos como nós por viagens.

Por esta razão, resolvi postar as novidades acerca das bagagens nos voos aéreos nacionais.

Saibam que as empresas aéreas já começaram a cobrar para despachar bagagens e a oferecer tarifas com desconto para quem não utilizar o serviço.

Eu mesmo não sabia da novidade fui ver ao fazer umas pesquisas de valores de alguns trechos, no início deste mês. Aquele “tal” de entrar na internet para fazer as simulações rsrsrs.

A cobrança pelo despacho de malas foi autorizada pela justiça em 28/04/2017, depois que uma liminar que proibia a taxa foi derrubada.

Em pesquisas no site observei que a Gol vai oferecer uma tarifa mais barata para quem não precisar despachar bagagens, chamada de Light. Já as tarifas com preço normal vão incluir uma franquia de 23 quilos. Se o cliente que comprou o bilhete da tarifa Light decidir posteriormente despachar a bagagem, poderá pagar à parte. Nos voos nacionais, será cobrado R$ 30 para despachar uma mala de até 23 quilos, quando adquirida nos canais de autoatendimento e nas agências de viagens. Quem deixar para pagar no balcão do check-in vai pagar o dobro.

A Azul vai disponibilizar tarifas com até 30% de desconto para clientes que partem de Viracopos, em Campinas, para 14 destinos pelo país e que não despacham bagagens. Ao optar por essa tarifa, o cliente poderá escolher pela compra ou não do serviço de bagagem despachada e, se mudar de ideia, poderá incluir os 23 quilos por R$ 30. A nova opção será inserida gradativamente para atender a toda a malha de voos da empresa. Os clientes que comprarem a passagem pelo preço normal continuam com a franquia de bagagem de 23 quilos.

A Latam informou que as regras de bagagens da companhia permanecem inalteradas e que informará oportunamente sobre as mudanças a seus passageiros nos canais oficiais da empresa. Anteriormente, a empresa havia anunciado que ainda este ano passaria a cobrar R$ 50 pela primeira mala de 23 quilos despachada pelos passageiros nos voos domésticos.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) as novas regras para o setor podem beneficiar o consumidor e baixar o preço das passagens no país.

Estamos na torcida para que isso venha realmente beneficiar aos passageiros e não somente as companhias.

Fonte: EBC Agência Brasil

Juntos somos mais

Campanha : AME o João Gilberto

Dialogues vocês já conhecem o João Gilberto, de Palmas/TO (atualmente com 02 anos) teve o diagnóstico de Atrofia Muscular Espinhal (AME) Tipo 02 em 03/05/2017 pelo Hospital SARAH de Brasília. A AME é uma doença degenerativa rápida. A espera do João reside no medicamento chamado NUSINERSEN (SPINRAZA). A sua mamãe não tem condições de dar o tratamento que tem um custo altíssimo. Vamos ajudar.

É só seguir o instagran @ameojoaogilberto lá tem todos as contas disponíveis para doação.

Obrigada!

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Quartinho do Bebê

Por Ana Carolina de Resende

quartinho do bebê

Após descobrirmos que estávamos grávidos damos início à fase de adaptação e preparação para chegada da Beatriz.

Da descoberta ainda não sabíamos o sexo, mas tínhamos um caminho a percorrer e uma das primeiras etapas era esvaziar um quarto inutilizado em casa e transformá-lo em quartinho de bebê.

Primeiramente separamos uns dias para então deixá-lo vazio, fazer umas doações de objetos, guardar outros até descobrirmos quantas coisas acumulamos sem necessidade.

Estando o quarto limpo foi à vez de listar o que seria essencial e mais, fazer caber “o nosso essencial” em um pequeno espaço. Daí veio à fase de realmente selecionar o que usa e o que não usa em um quarto de bebê.

Nessa jornada descobrimos que o supérfluo é muito relativo. Por exemplo, o que foi considerado supérfluo em nossa casa pode não ser considerado o mesmo na sua. Nunca utilizamos a almofada de amamentação enquanto em muitos relatos de mães, algumas indicam como sendo um item indispensável.

No quarto a ser montado para Beatriz não havia espaço para poltrona e chegamos aos sete meses felizes sem ela, porém há muitos pais que adoram e tem um mega espaço cabendo assim uma linda e fofa cadeira de amamentação no quarto.

No caso da banheira, nós não tínhamos como colocá-la no banheiro por conta do box, em razão disso ela também foi para o quarto e assim vai.

Tudo vai depender da sua necessidade pessoal e familiar, além da condição financeira familiar. Há tantas lojas físicas e online que nos deixam fascinados com o universo que é o quartinho do bebê. Cabe a cada um adequar ao seu gosto e bolso.

Vamos às dicas:

Planejamento. Como descobrimos a gravidez logo no início, fizemos um programa de coisas a serem adquiridas a cada mês. Com o check list em mãos fomos riscando o que era adquirido e comemorando cada conquista.

Checar as paredes possivelmente será necessário uma pintura, o bebê precisará do ambiente limpo livre de qualquer incomodo como mofo, por exemplo. Lembrando que a colocação de papel de parede hoje em dia se torna uma tarefa fácil, uma vez que tem possibilidade de compras online de fácil aplicação. O papel de parede utilizado no quartinho da Bia foi um desses de compra online.

Ter um local para guardar as roupinhas seja cômoda ou guarda-roupas também é válido. No caso de cômoda é legal uma que sirva de trocador, um item muitas vezes não compreendido, mas acredite você precisará de um local adequado para trocar o seu bebê. Com a Beatriz utilizamos o trocador da banheira.

Sim você precisará de uma banheira. Sugiro que tenha suporte (pé) no nosso caso auxiliou muito mantendo a coluna em posição adequada na hora do banho evitando possíveis dores. O que tornou o fato de dar o banho na Bia prazeroso elencado sempre por nós como uma das praticas mais gostosas de fazer com o filho.

Cama auxiliar, em caso de você optar por dormir no quartinho do bebê ou qualquer outra pessoa que esteja ali monitorando o sono dele. Ou faça como nós que conseguimos após alguns meses colocar magicamente nossa cama dentro do quarto dela.

Berço seja ele desmontável, de madeira, estilo barraquinha. Mesmo que muitos chegam a não utilizar. Você precisa pensar em um local para o seu bebê dormir. Tem opções de cama e berços para quartos montessorianos que são apaixonantes.

Poltrona de amamentação não compre só pela beleza, faça o teste: confortável/tamanho/adequação. Ouvi casos de cadeiras que não passaram na porta do quarto do bebê quando da instalação.

Enfim dialogues, a verdade é que tudo o que seu bebê vai precisar é um local tranqüilo e aconchegante seja onde for e o modelo que tiver. Mais amor, por favor.

Bia vai ao berçário

Por Ana Carolina de Resende

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Hoje foi definitivamente um dos dias mais marcantes da minha vida.

E um dos quais me senti mais forte. Após voltarmos de uma viagem maravilhosa a Porto de Galinhas em que celebramos eu e Alan os seis meses da nossa princesa chegou a esperada hora de leva lá a adaptação ao berçário.

Surgiram alguns obstáculos que por hora me levaram o equilíbrio restabelecido quando voltei à realidade de que o mais importante estava ali ao meu lado dependendo de mim.

Fui eu, ou melhor, fomos nós duas. Passei o dia com ela saindo apenas duas vezes por uma hora.

A vontade de vê lá adaptada e independente era maior que meus medos e eu estava ali disposta a mostrar a ela que estávamos juntas. E realmente estávamos.

Entreguei-a uma das cuidadoras e fiquei por ali observando pegando-a somente para amamentá-la.

No final do dia mesmo estando presente senti uma saudade danada, meu bebê naquele dia esteve sob meus olhos, mas não em meus braços como fazíamos desde o seu nascimento.

A primeira vez que chorou senti no coração, mas depois foi amenizando.

Hoje ganhei tempo percebi que posso fazer várias coisas quando ela estiver na escola e refleti por várias vezes se eu realmente queria ou era necessário esse “tal de tempo” que hoje me pareceu a eternidade…

É…A vida passa tão rápido e ainda insistimos em ser gaiolas. A reflexão varou o dia e foi até a madrugada na decisão do que seria melhor para nós. Certa de que a resposta virá de Deus. Sempre em frente! A vida mostra.

Primeira viagem com a Beatriz

Por Ana Carolina de Resende

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Desde a concepção um tema recorrente nos diálogos entre eu e Alan foi: Viajar com a Beatriz. Viagens sempre foi um dos nossos maiores projetos e com a vinda da nossa menina sabíamos que aguçaria ainda mais nossos sonhos.

Advertimos: Antes de ter um bebê temos vários planos em mente, que vão sendo selecionados assim que ele nasce.

Ainda grávidos, trilhamos um primeiro roteiro com bastante aventura, como nós sempre fizemos, mas ao conhecer Beatriz e as fragilidades de um bebê de seis meses (data escolhida para primeira viagem) vimos que deveríamos partir para outro plano e assim fizemos.

Primeiramente buscamos o local apropriado e após como chegaríamos ao destino. Sendo meu esposo turismologo, apaixonado por viagens essa parte fica mais fácil para nós.

Pronto destino escolhido. Optamos por Porto de Galinhas, em razão das piscinas naturais que possibilitariam a entrada com a Bia no mar. Além de um hotel bem confortável deixando por um tempo os hostels e campings que costumávamos ficar.

Ida e volta _ avião. Locação de carro em Recife/PE para chegarmos ao destino, Porto de Galinhas.

 Vamos às dicas:

Como comprar passagens aéreas para bebês

Normalmente as companhias aéreas transportam crianças de até dois anos sem cobrar a passagem aérea do bebê – nos casos de cobranças, o valor é referente a 10% do preço da passagem. Para isso, porém, a criança deve ir no colo dos pais, dos responsáveis ou de um acompanhante maior de 12 anos (nesse caso, ambas acompanhadas de uma pessoa maior de 18 anos responsável).

Como viajar de avião com um carrinho de bebê:

Ao viajar de avião com um bebê é recomendável levar o carrinho. Para nós que nessa viagem ficamos muito tempo em aeroportos ele foi fundamental.

Lembre-se de checar se a companhia aérea cobra para embarcar o carrinho, elas sempre querem cobrar tudo, nesta viagem que fizemos a Recife/PE o carrinho foi isento de cobrança.

Você terá duas opções:

– Despachar o carrinho no check-in, junto com as suas malas.
– Despachar o carrinho no portão, antes de entrar na aeronave.

Nós despachamos apenas no portão de embarque e recomendamos isto levando em consideração o tempo que ficará no aeroporto. Alguns aeroportos são gigantescos e você precisará andar muito, então nesses casos o carrinho é ainda mais recomendado. Ao levá-lo, você o entrega na porta do avião e recebe um comprovante. Ao chegar ao destino, também na porta do avião você receberá o carrinho de volta, ou seja, prático.

Bebês têm direito a bagagem no avião?

Os bebês têm direito a bagagem no avião somente se a passagem aérea e o assento forem comprados.

Prepare com carinho sua bagagem de mão

É preciso estar atento para o que o bebê possa precisar durante o vôo, como roupinhas extras, lencinhos, algumas fraldas, uma mantinha, trocador, papinha…

 Vai com bebê para o sol:

Levar roupinhas daquelas fabricadas em material UV, chapéus, protetor solar e bastante água; tem ainda aquelas piscinas infláveis que podem ser usadas para dar uma refrescada no bebê.

Evite a exposição do bebê ao sol entre 10h e 16h (11h e 17h, durante o horário de verão) devido à ação nociva dos raios ultravioleta à pele.
Uma ideia é aproveitar que os bebês geralmente acordam cedo e passear num horário em que a praia costuma ser mais vazia e tranquila. Foi o que fizemos com a Beatriz, acordávamos bem cedinho.
Os médicos aconselham também que bebês com menos de 1 ano não fiquem mais de meia hora expostos diretamente ao sol, mesmo que bem no comecinho da manhã ou no fim da tarde.
Leve um guarda-sol ou procure a sombra de uma árvore para se acomodar com seu filho.

 

Respeite as mães

Hoje lembrei o dia 22 dia abril de 2016, dia em que descobri a nossa gravidez. Hoje lembrei os vômitos na madrugada que me fizeram tremer segurando nas paredes do banheiro para não cair, lembrei não poder dormir de bruço o que já foi minha paixão, lembrei a minha barriga crescendo, meus seios grandes e doloridos, lembrei ainda meu barrigão lindo que eu tanto amei. Lembrei as minhas lutas, lembrei a parte boa e a ruim, as restrições alimentares, as horas de nutricionista, as broncas do ginecologista, a falta de açúcar e um bom copo de bebida alcóolica e coisas mais, lembrei eu sozinha seguindo firme no trabalho mesmo com as dificuldades que surgiram, lembrei eu ao volante e trabalhando até o dia que a bolsa estourou. Lembrei as violências obstétricas, lembrei minhas amigas lindas do grupo de gestante, do pilates, da hidroginástica, da nossa querida fisioterapeuta, lembrei de ir a cachoeira do Evilson em Taquarussu que eu tanto amo com uma barriga de 9 meses, lembrei meus pais me amando ainda mais, lembrei minha irmã que me deu meus primeiros filhos, lembrei meu cunhado chorando ao saber que seria padrinho da nossa Bia, lembrei as contas para pagar, o planejamento, a organização. Lembrei as listas, o sufoco para fazer um chá para tanta gente, a escolha de cada coisa, o nome, as maravilhas. Lembrei que nunca incomodei ninguém porque havia ficado grávida. Sempre agradei a Deus a cada dificuldade, buscando a serenidade em horas que os hormônios parecem nos fazer parir. Lembrei que desde aquele dia 22 de abril eu já era mãe da Beatriz e o quanto Deus vem nos capacitando a cada dia. Lembrei na época da gravidez poucos ligaram para saber como eu estava sentindo, graças a Deus tenho um esposo maravilhoso, pais fraternos e amigos. Bons amigos. Hoje posso dizer que ter filho após os 30 anos, foi uma decisão junto ao meu esposo, pois consigo pagar um plano de saúde, uma pediatra particular já que se torna difícil uma pelo plano, comprar os inúmeros medicamentos e fraldas e lenços umedecidos. Sou grata a minha família, aos meus pais que criaram filhos para serem independentes e não dependentes e sou grata a eles por isso, não me deram o peixe, mas me ensinaram a pescar. E ha poucos meses sendo mãe vejo a falta de respeito das pessoas conosco, depois que temos filhos surgem milhões de pessoas que nem te davam atenção tentando controlar a sua vida e de seu filho, por isso faço um pedido, deixem as mãe serem mães errarem e acertarem assim como você que é mãe errou e acertou na sua época de ser mãe, passando pelas mesmas coisas que estou passando e até mais. Tenho a certeza de que faço o melhor para a minha filha o que está ao meu alcance e que se algo surge e parece não ser o que deveria ser… são coisas da vida do caminho. Filhos não são bonecos, certamente serão felizes, mas também tristes, terão saúde como também adoecerão, não adianta culpar uma mãe ou pai por uma gripe ou uma febre, não vivemos em uma bolha e certamente nosso filhos passarão por sofrimentos. Não queira que os filhos dos outros sejam o que você sonhou para os seus, não sonhem para seus filhos dê a eles o direito de sonhar, de ter voz e ser alguém, tenho muito medo dessas criações em que fazem de tudo para livrar as crianças das dores, uma vez que são com elas o nosso maior aprendizado. Ninguém nunca me livrou de dores e eu já quebrei a cara demais, já adoeci e me tornei forte. Já fiz anos de terapia e ainda tenho muito de mim a descobrir. Agradeço aqui também aos psicólogos que já passaram por minha vida e me ajudaram a organizar meus pensamentos. Não adianta querer fazer por alguém ou ditar algo se faz parte do crescimento pessoal. Tenho lido muito a respeito da maternidade, o quanto as crianças são fortes e inteligentes e quanto um adulto possessivo e controlador pode prejudicar o crescimento desse ser. Não sou dona da minha filha, fui escolhida para junto ao pai dela ensinar, resguardar, apresentar o mundo e é isso o que farei. Tirem seus filhos das bolhas, talvez se pisássemos no chão, comecemos o biscoito que caiu perto do cachorro e tomássemos um bom banho gelado de cachoeira estaríamos sendo seres mais evoluídos. Deixemos os anticorpos agirem.

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Sendo mãe

Por Ana Carolina de Resende

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Sendo mãe, agora com a Beatriz, a sensação é de pisar no freio da vida para muitas coisas. Priorizar, entender o que vale realmente a pena. É deixar sem culpa. É amar. Sinto-me em uma metamorfose constante, às vezes larva outras borboletas, claro e escuro.

Tem um pedacinho meu e do Alan em nossa cama e esse pedacinho de nós com intensidade de céu extraí o amor da alma que vem brotar no coração. Difícil, como humano, entender esse milagre da vida. Ah se pudéssemos ter a compreensão de imediato que o barrigão nos traria algo tão avassalador, que a intimidade vai sendo plantada igual a uma sementinha. Que tudo é uma preparação de corpo, de alma para os próximos dias, meses e anos.

Gerar um bebê nos traz vida nova. É a vinda de uma vida para uma nova vida. E como é importante ter vivido bem até esse novo ciclo chegar, podendo aceitar o novo e as transformações que ele traz. “cada fim venta um começo”. Vejo aqui a importância de fechar os ciclos, a fim de aceitar o que está por vir sem querer estar no passado ou pular o presente para alcançar o futuro. Quando temos consciência de cada etapa em nossa vida torna-se prazeroso degusta-la até o último pedacinho, seus doces e amargos.

Parabenizo a minha mãezinha que abriu espaço em um de seus ciclos para me conceber, criar, oportunizar viver e chegando a idade adulta hoje, ter a oportunidade de igual fazer.

Parabenizo a minha irmã que me deu dois filhos homens.

Parabenizo a todas as mamães do mundo (biológicas ou não) que dentro do seu universo encontram a melhor forma de criar seus filhos. Não existe receita para criação, existe vontade e bom coração. Deus é a luz e o caminho!