Nova Consciência

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Por Ana Carolina de Resende

Ao me descobrir mãe de menina eu fui logo pensando em um quartinho no tom azul no mesmo instante que me encantei com os florais e body cor de rosa. Foi quando reacenderam a chama de princesa e mais tarde a vontade de apresentar a Beatriz as artes marciais.

Daí eu descobri que poderia aplicar com a Bia o que eu fiz ao longo dos meus 33 anos, ou seja, meninas podem ser o que gostarem de ser. Refiro-me a meninas por ser o meu universo.  De princesa a cientista, policial. Mesmo sendo menina nunca deixei de ir aos estádios e tive que conter as lágrimas ao adentrar no Maracanã. Joguei basquete e tive muitos carrinhos.

Este ano me alegrei ao ver a mulher maravilha estrear na tela do cinema delicada sem deixar de ser forte, me encanto fazendo um jantar para meu esposo, da mesma forma que me encanta trabalhar fora e receber um convite para o cinema.

Hoje, vejo mulheres optando por cuidar dos filhos em casa e outras dividindo-se entre babás, berçários e seus bebês. Assim como vejo pais tão ativos na criação dos seus. Homens maravilhosamente sensíveis.

Alegro-me ao ver pessoas criando suas rotinas, moldando seus comportamentos sem seguir um padrão social. A verdade é que não precisamos usar ternos e parecer com os meninos para sermos boas juristas, assim como não precisamos ser extremamente musculosas para vivermos uma super heroína.

Podemos aqui falar de uma nova consciência. Para Durkheim, sociólogo, é preciso afastar e eliminar as pré noções, pois elas dificultam a busca pela verdade. Ao sermos educados na infância pode haver a alteração do ser social por causa da imposição de regras, que fazem o indivíduo acreditar ser de sua própria elaboração o que é, na verdade, uma incorporação coletiva.

Confesso que a falta de construção particular sempre me incomodou. Podemos citar tantas regras que foram mudadas ao longo dos anos, como o caso da cor azul não ser para meninas. Inclusive em nossa página do facebook tenho um artigo sobre o tema.

Quero crer que a cada dia a nossa capacidade de construir ganhe força para que não só a Beatriz, mas as de mais crianças possam ser livres na forma de pensar mantendo em controle a incrível sensação de paz e bem estar que deriva do sentir aceito pelo grupo.

Para conviver devemos levar em consideração o outro, com todas as suas peculiaridades, devendo acima de tudo respeitar as nossas características e anseios. A vida coletiva é um anseio básico para todos nós, o homem é um ser gregário por excelência, porém, fiquemos atentos!

Autor:

Advogada licenciada, filha, esposa e mãe. Atualmente assessora jurídica, estudante de psicopedagogia e Visão sistêmica. Apaixonada por textos, diálogo, cotidiano, vivências e viagens.

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