Bibi no Jalapão

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Por Ana Carolina Resende

Olá amigos do dialogue. Alguns de vocês me pediram para compartilhar a experiência da nossa viagem ao parque Estadual do Jalapão.

Primeiramente quero citar a vocês que o local trata-se de uma Unidade de Conservação de proteção integral lindíssima, localizada ao leste do Estado do Tocantins, ou seja, requer muitos cuidados e respeito do turista que por ali peregrina.

Pois bem, nós saímos de Palmas – TO às 11h da manhã, apesar do sol forte (quem conhece o Tocantins, sabe) foi uma boa estratégia para que Beatriz dormisse durante boa parte do percurso e assim aconteceu.

Almoçamos em Nova Acordo – TO, após 115 Km de Palmas – TO, o Município foi nossa porta de entrada para o Parque. Lá conseguimos uma comida caseira muito gostosa (arroz, feijão, saladinha e bife) em um restaurante de comida por quilo bem simples. Assim como fomos a um supermercado situado na mesma avenida do restaurante, bem sortido. Compramos água e alguns lanches.

Como no caminho não há a disponibilidade de uma gama de locais como bares e restaurantes é bom trazer de casa ou fazer essas paradas estratégicas para água, banheiro e alimentação.

Continuamos na estrada rumo a São Felix – TO, a próxima parada foi o Morro Vermelho (Gorgulho), local de formações rochosas bem interessantes que chama bastante atenção, ali paramos para fotos e admiração da paisagem como para ir ao banheiro em uma venda que tem logo em frente. No ponto encontramos ainda, bebida e alimentação, além de um banheiro limpinho.

Após seguimos direto para São Félix – TO, a 259,9 Km de Palmas – TO via TO – 030. Em São Félix, uma Cidade bastante acolhedora você encontra a opção de vários hotéis, porém como a procura é muito grande no mês de julho vários deles estavam lotados. Por isso sugiro que façam suas reservas em Palmas antes de descolar-se a estes locais.

Hospedamos no primeiro dia na Pousada da Irá, mulher empoderada, desbravadora, pessoa maravilhosa que nos recebeu super bem. Quartos bem limpos, porém bem estilo jalapoeiro sem muito luxo. Banheiro simples, ar condicionado, roupas de cama limpas e colchões novos. O café da manhã foi uma surpresa, daqueles de casa de avó com cuscuz, tapioca e suco de cajá. Preço bem acessível. Para quem quer um hotel com piscina e um pouco mais de conforto tem outras opções por lá como é o caso da Pousada Bela Vista.

Ainda em São Felix fizemos a visita a dois fervedouros sendo eles o Fervedouro do Alecrim e o fervedouro Belo Vista. Em razão de tratar-se de nascentes e areias claras Beatriz atribuía a eles o nome de piscinas e realmente são, nada mais, do que piscinas naturais.

No começo da trilha para o Fervedouro do Alecrim, logo na entrada, tem-se as margens do Rio Soninho que é muito bom para banho, água cristalina onde foi palco para gravações do longa metragem “ Deus é Brasileiro”, cenas da novela Araguaia, e o filme Xingu.

Já o Fervedouro Bela Vista conta como uma estrutura no local de Pousada, tendo atendimento para almoço e demais necessidades. Em termos de estrutura e cenário achei este mais encantador.

Seguimos estrada rumo a Mateiros – TO, trecho mais difícil que pegamos, fomos no que eu chamo de melhor lugar do Parque que é a cachoeira do Rio Formiga, foi onde pegamos a estrada mais difícil, porém, vale muito a pena quando você está na cachoeira esquece-se do tempo. Sua beleza é tanto externa como no mergulho. Água cristalina, na cor verde esmeralda, com grande volume de água. Forma-se uma piscina gigante e profunda que transmite sensações indescritíveis. A queda d’ água não é grande, porém a quem se aventura proporciona uma bela hidromassagem, porém o interessante é densidade da água.

Continuando o assunto acerca dos fervedouros fomos após a visita a Cachoeira a um que me apaixonei, chamado Fervedouro encontro do Rios. Para irmos até ele deixamos o carro na Comunidade do Quilombo do Mumbuca fizemos a travessia pelo rio a pé com o auxilio de uma corda que transpassa o rio e após chegamos em uma propriedade onde tem um rapaz fazendo a cobrança pela visitação do atrativo e seguimos para o fervedouro.

Ele é o menor dos que citei, capacidade de no máximo 04 pessoas, se destaca pela enorme potência da nascente, que faz com ele seja o mais forte do Jalapão, de natureza totalmente preservada, foi nele que podemos sentir até mesmo Beatriz a sensação de flutuação. Por se tratar de uma rocha impermeável que não oferece vazão para o lençol freático logo abaixo quando a água nasce, a pressão é tão grande que empurra a areia para cima e por isso você não afunda.

Após fizemos o banho no encontro dos rios (Rios Sono e Formiga) além da beleza a sensação de mudança de temperatura de um rio para outro quado se encontram é incrível. Beatriz amou.

Almoçamos na Comunidade do Quilombo do Mumbuca na casa do Sr Adelso, um senhor Jalapoeiro da própria comunidade. Meu Deus! que comida maravilhosa servida em um mini restaurante improvisado em sua casa de adobe.

Aqui quero chamar atenção para as refeições do Jalapão. Pessoal é tudo muito simples, porém muito gostoso e bem feito. O cardápio não varia muito de frango caipira, frango frito, peixe frito, carne de panela,  saladinha e feijão de caldo. Em alguns lugares comemos macarrão, mandioca frita e purê. Sucos de caju, cajá, buriti e Cupuaçu. E o café da manhã não espere pelo o pão de padaria, pois não há no local então seguimos com as comidas caseirinhas.

Na Comunidade do Quilombo do Mumbuca tivemos de presente uma cantoria linda feita pelas crianças do local em frente a uma lojinha de artesanatos com produtos locais como o capim Dourado.

Tem-se ainda, em São Félix a oportunidade de fazer o maravilhoso Rafting no Rio Soninho (equipe Novaventura), porém, tem-se a opção do Rafting na Cachoeira da Velha para quem segue para Mateiros – TO também com a mesma empresa.

O trajeto dura em torno de duas horas e meia com direito a paisagem lindíssima que não se consegue acesso a não ser descendo o Rio.

O local de chegada do Rafiting fica na Cachoeira das Araras local famoso como a melhor comida da região.

Neste dia dormimos na Pousada Bela Vista onde é localizado o Fervedouro também com este nome. Eu chamei o local de caixinha de surpresa, pois do lado de fora você não consegue ver como o quarto é agradável e aconchegante. Super recomendo. Porém, lá o café da manhã deixou a desejar.

Ah pessoal importante destacar que nas pousadas há internet wifi então para os conectados vocês não sentirão tão isolados assim.

As águas são de ótima temperatura propiciando banhos muito agradáveis. Beatriz curtiu.

Estes foram os locais que visitamos nesta temporada ficando para uma próxima visita as Dunas, Cachoeira da Velha e o delicioso banho no Rio Novo.

Autor:

Advogada licenciada, filha, esposa e mãe. Atualmente assessora jurídica, estudante de psicopedagogia e Visão sistêmica. Apaixonada por textos, diálogo, cotidiano, vivências e viagens.

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