Por trás dos contos

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Por Ana Carolina de Resende

A época da minha infância havia uns discos coloridos que reproduziam contos de fadas. Ainda, havia um número telefônico que nos oportunizara igualmente ouvir essas historinhas. As traduções eram em vozes doces e um fundo musical relaxante.  Disso eu nunca esqueço e até hoje os contos abrandam-me.

Curiosamente, os contos surgiram para proferir aos adultos, o que esclarece o aspecto constante da moralidade: sendo modelo de boa conduta. Até o século XVII eles não eram destinados às crianças.

Já nos anos 70 a necessidade de buscar a fantasia para questionar o autoritarismo da época fez com que ressurgisse os contos. Além da necessidade da leitura para formação do pensamento crítico e criativo.

Perrault deixa claro suas intenções: seus contos pretendem conter uma moralidade louvável e instrutiva, mostrando que a virtude é sempre recompensada e o vício é sempre punido, estabelecendo uma relação direta entre a obediência e a possibilidade de uma boa vida (Tatar, 2004).

Segundo Bettlheim (1980), os contos de fadas atuam de maneira consoante ao caminho pelo qual uma criança pensa e experimenta o mundo, por esta razão são tão convincentes para elas.

Ainda, Bruno Bettelheim em seu livro Psicanálise dos Contos de Fadas, discute como os contos de fadas podem intervir nos processos evolutivos da criança, ajudando-a na compreensão do que esta acontecendo com si mesma, e ainda, resolvendo de forma mais saudável seus conflitos internos.

Desta forma, nós como família e educadores, podemos auxiliar as crianças a desenvolver o entendimento trazendo harmonia aos seus sentimentos, reconhecimento de limitações e busca de soluções através dos contos de fadas.

Convido a todos nesta semana fazer a leitura de um conto a alguma criança na oportunidade de desperta-la a uma realidade rica em sabedoria. Beatriz ama os três porquinhos e está aprendendo a lidar com a bruxa como sendo algo malvado, mas que possa conviver sem pavor.

Paz! Beijos

Ponderar

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Por Ana Carolina de Resende

Existem alguns processos que podem vir a destruir a sua inovação. Digamos que a cultura é uma delas, sendo nós influenciados por diversos grupos que a todo o momento nos presenteiam e nos punem. Nesta esteira os grupos influenciam as nossas escolhas, obedecer a valores por vezes desprovidos de vida nos priva de nós mesmos, assim temos um desafio de não vazarmos com o grupal.

Vamos construindo canais com o próximo, aprendendo a acrescentar sem deixar de ser inteiro. Precisamos aprender a contribuir de forma própria e especial não permitindo-nos contaminar por qualquer proposta do todo.  Acaso deixarmos de lado a nossa criatividade consequentemente a nossa capacidade de criar e florescer ficará reduzida.

Quando houver a separação do pensamento coletivo cerceador para o de desenvolvimento alcançaremos as realizações que esperamos.

A cultura que liberta jamais terá escravos, mas o cuidado é com a que não promove, não incentiva, ao contrário engessa. Sejamos capazes de perceber o perigo.

Assim como um bichinho preso cairemos na tristeza de não sermos nós mesmos. Tenhamos cuidados com as ofertas fáceis que levam em troca nosso conceito e consequentemente a alegria inovadora.

Beijo